Alguns assuntos me chamam bastante atenção pela falta de debate.
Para eles, é fácil tomar uma atitude: basta juntar vários desocupados para dar opiniões acerca deles. Ao final, você terá uma bela remanada de dezenas de opiniões e a FALTA DE UMA MENOR IDÉIA do que fazer com elas.
Então você, querido amigo, continua lendo, lendo, lendo, lendo... e, como é de se esperar, não consegue enxergar o fundo de um poço do qual você desejaria muito sair.
Este poço tem nome, endereço e data de criação: ele se chama sabedoria humana, mora na cabeça de cada ser humano e foi criado há mais ou menos 5000 anos atrás quando o homem inventou a escrita.
Junto à escrita, ele também inventou o analfabetismo (mas ninguém recebe o demérito por isso... por que será?)
A partir daí, começamos a encontrar muitas soluções para antigos problemas.
Também começamos a encontrar muitos problemas.
Na verdade, a única coisa que fizemos foi começar a chamar de "problema", um evento contrário à nossa forma de pensar.
"Olha, vocês me perdoem, mas esse bando de gente andando pelada na praia, morando nessas casas de palha e roubando penas de aves pra se vertir não vai tá rolando. Essa galera precisa de Jesus no coração. Bora colonizar?"
A resposta foi sim, óbviamente.
Assim também aconteceu quando aquele alemãozinho charmoso, cheio de distintivos dourados, com um chapéu e um bigode engraçados, resolveu arrancar um pedaço do couro do pessoal do oriente médio a troco de 85% de aprovação política dos cidadãos.
Aí virou um rebuliço. Depois do fim da segunda guerra, esse rapaz deixou heranças e dívidas morais impagáveis.
Centenas de códigos foram criados (sem contar a condição para uma nova guerra econômica).
Mas, o que quero eu falando desse guri?
História não se muda, se relata.
E por que perde-se tempo com isso?
Oras, nós só ficamos horrorizados com essa situação uma vez que sabemos dela. Tá bom pra você, ou quer mais? Saber da história dá a você a oportunidade de não fazer a mesma merda.
Mas isso adianta merda alguma? MERDA NENHUMA!
Aí o tempo vai passando, passando, passando... e a culpa não é de ninguém.
"Foi o JK que começou com a dívida externa. Eu não tenho nada a ver com isso."
Aham, senta lá. Aí, na hora de usar o auxilio moradia pra abrigar a família e o auxílio passagem aérea para tirar umas férias eu abril, a vossa excelência até deixa a humildade transparecer.
Palhaçada SEM TAMANHO comer a batata frita e separar o pepino do prato que mamãe colocou na mesa.
Quer vir pro pau? Senta até parar de doer. Depois, quando for a sua vez, você vai ver como a coisa muda.
Você recebeu TUDO de bom que a sua cultura ofereceu e não cansa UM SEGUNDO de reclamar do que sobrou de ruim.
Não quer fazer relatórios, não quer assinar papéis, não quer trabalhar até as 18:00, não quer preparar o café e não quer ter que levantar pra mudar o canal...
Tá certo então... volta lá pra 1900, quando você ainda tinha que andar 2 kilômetros para lavar a roupa.
E você, ainda por cima, tem CORAGEM de reclamar das mudanças que estão aparecendo!
Se você não gosta de emocore, já dizia o filósofo: "I don't give a rat's furry ass".
Devo lembrar que seus pais também não gostavam de Vitor e Léo e de Psy Trance.
Os eventos estão seguindo seu curso natural.
É seu direito continuar sendo egoísta e acreditando que a sua forma de pensar é a mais certa.
Mas eu tenho uma novidade pra você: já não há mais terras pra você colonizar.
E aí? Vai fazer o quê?
2 comentários:
Ler seu blog sempre me acrescenta coisas, você realmente escreve muito bem e é uma pessoa que sabe mostrar sua opinião de maneira coerente. Coisa rara. Normalmente eu tenho um certo receio de fazer comentários no seu blog, mas você merece o reconhecimento por estar fazendo algo tão interessante. Então parabéns e obrigado.
Comentários como o seu me dão vontade de escrever. Por mais que a população seja diminuta, eu me motivo a escrever para alguém que esteja disposto a criar novos conceitos de mundo e passar isto para frente. Eu ainda não tenho certeza de quem é você (Isa) mas desconhecida ou conhecida, obrigado pela motivação de continuar escrevendo.
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